• Depois de uma primeira década difícil no negócio de cacau e chocolate no Brasil, a Cargill consegue estabelecer uma parceria sólida e torna-se líder da indústria.
  • O trabalho da Cargill no Brasil data de 1980, quando a empresa abriu a sua primeira fábrica de processamento de cacau na região de Ilhéus.
  • O começo foi lento, devido a uma carteira de clientes pequena e a falhas na produção. No entanto, quando a Cargill adquire o Grupo General Cocoa-Gerkens nos Países Baixos, as vendas disparam.
  • Em 1990, a Cargill torna-se na primeira empresa da América do Sul a obter certificação ISO 9000, concedida pela qualidade superior dos seus processos e produtos.

Estabelecimento de novos padrões na indústria do cacau


A fábrica de processamento de cacau da Cargill no Brasil supera os desafios e torna-se num dos melhores produtores do mundo.

Hoje, a Cargill produz cacau e chocolate em quase todas as formas imagináveis: pós, manteigas, coberturas, recheios, até licores. Mas antes de se tornar num dos principais produtores do mundo, a Cargill teve de passar por uma difícil fase de aprendizagem.

A Cargill entrou no negócio com a construção da sua primeira fábrica de processamento de cacau em Ilhéus, no Brasil, em 1980. Apesar de Ilhéus se localizar numa região conhecida pela produção e fornecimento de cacau, a Cargill implementou os mesmos processos utilizados nas fábricas de soja nas novas instalações de processamento de cacau — e rapidamente percebeu que os processos que resultavam para a soja não eram os ideais para o cacau. No início, a União Soviética era o único cliente que aceitava a qualidade do licor de cacau produzido na fábrica. Os outros cinco produtores de cacau em Ilhéus não consideravam a Cargill como concorrência séria.

As perspetivas mudaram em 1986, quando a Cargill adquiriu uma das principais empresas de cacau no mundo, o Grupo General Cocoa-Gerkens. Com sede em Amesterdão, nos Países Baixos, a Gerkens conhecia de forma aprofundada a produção de cacau e as normas de qualidade dos produtos. Passados três anos, a Gerkens estava totalmente integrada nas operações de cacau da Cargill no Brasil e supervisionou um projeto de melhoria no valor de 5 milhões de dólares para a fábrica de Ilhéus, de forma a cumprir as normas de qualidade da Organização Internacional de Normalização (ISO).

As normas ISO foram estabelecidas em 1947 para melhorar e promover um comércio internacional justo de produtos como o cacau e o chocolate. Com vista a obter a certificação ISO, a Cargill utilizou o Guia ISO 9000, constituído por cinco partes e 100 páginas, para avaliar o desempenho dos colaboradores de acordo com cada função relacionada com a qualidade do produto. Estas avaliações levaram à criação de processos simplificados, resultando em produtos de maior qualidade.

Depois de uma primeira década difícil, a Cargill destacou-se, em 1990, como líder na indústria de cacau e chocolate. A Cargill foi a primeira empresa na América do Sul a obter a certificação ISO 9000, e os clientes agora reconhecem a fábrica de Ilhéus como a maior fornecedora da indústria de pastelaria brasileira. Para além disso, o negócio de cacau e chocolate da Cargill foi também o primeiro transformador de cacau a importar grãos de cacau. Depois de fechado o capítulo de aprendizagem na rica história da Cargill, a empresa continua a liderar no que respeita aos níveis de qualidade do cacau e do chocolate em todo o mundo.